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Histórias

Histórias

Todas as histórias, sem escolher as mais bonitas.

Fichas de ordem de serviço espalhadas sobre a mesa da recepção
Histórias

O que chegou, o que fizemos, o que ficou na casa

Casos de oficinas que passaram pelo trabalho, contados com a autorização de cada uma.

Oficina mecânica de bairro

ordem parada esperando aprovação

O cliente demorava dias para aprovar o orçamento porque ninguém ligava de volta. Criamos o retorno em vinte e quatro horas com registro na ficha. Ficou a ficha de entrada e a regra de quem liga.
Assistência de eletrodomésticos

peça pedida duas vezes

Dois técnicos pediam a mesma peça sem saber um do outro. Centralizamos o pedido numa lista única conferida de manhã. Ficou o caderno de pedidos e o quadro de peças a caminho.
Retífica de motores

equipamento sem identificação

Peças desmontadas se misturavam na bancada. Passamos a etiquetar por ordem na entrada, com foto. Ficou o padrão de etiqueta e a caixa por ordem.
Assistência de refrigeração comercial

visita externa sem roteiro

O técnico saía para a rua sem sequência definida e voltava duas vezes ao mesmo bairro. Montamos o roteiro do dia na véspera. Ficou o mapa de atendimento e a folha de saída.
Oficina de máquinas agrícolas

teste final feito de memória

Cada técnico testava de um jeito. Escrevemos o checklist de teste com os três mais experientes. Ficou a lista de verificação e o campo de assinatura na ordem.
Assistência técnica de celulares

balcão sem triagem

Aparelho entrava sem checagem e aparecia arranhão depois. Colocamos conferência com foto na entrada, junto com o cliente. Ficou o termo de entrada e o roteiro de triagem.
Oficina de bicicletas

prazo prometido no chute

A recepção prometia dois dias com dez ordens na fila. Passamos a olhar o quadro antes de falar prazo. Ficou o quadro de boxes e a tabela de tempos por tipo de serviço.
Manutenção de elevadores

chamado sem histórico

Cada chamado começava do zero, sem saber o que foi feito antes. Criamos a pasta por equipamento com as últimas cinco visitas. Ficou o padrão de relatório de visita.
Dúvidas

O que a direção pergunta antes de abrir a porta

Perguntas que aparecem quase sempre na primeira conversa.

Vocês atrapalham o serviço?

Ficamos ao lado, não no meio. A única coisa que pedimos do técnico é anotar a hora em que a ordem muda de mão, e isso leva segundos. Reunião com a equipe é sempre no horário combinado com a direção.

A equipe vai ficar com medo de perder o emprego?

O trabalho começa com uma conversa aberta com todo mundo, explicando que medimos o caminho da ordem e não a produção de cada pessoa. Nenhum relatório liga um nome a um atraso — e essa regra é dita na frente de todos.

Serve para oficina pequena, de três pessoas?

Serve, e muda pouco: o que cai é o número de entrevistas, não o método. Em casa pequena a fila costuma estar na cabeça de uma pessoa só, e tirá-la de lá para a parede já resolve boa parte.

Precisamos de sistema de ordens?

Não para começar. Trabalhamos com bloco de papel, planilha ou sistema, o que existir. Se o sistema estiver sendo contornado por todo mundo, isso entra no relatório com a tela impressa junto.

O que exatamente vocês entregam?

A ficha de entrada, o desenho do fluxo atual, a regra de fila combinada, o quadro de boxes, o checklist de entrega e o relatório com os tempos de espera medidos ordem por ordem.

Quanto tempo depois a gente vê diferença?

A regra de fila e o quadro começam a valer na semana seguinte à oficina de acerto. O que leva mais tempo é o hábito de preencher, e por isso há três visitas de retorno dentro do contrato.

Conte quantas ordens estão abertas hoje e há quanto tempo

Com esses dois números já dá para conversar. Olhamos a fila, devolvemos em uma página o que chama a atenção e combinamos uma visita se fizer sentido para os dois lados.